segunda-feira

carta aberta ao meu estômago


Desculpa, estômago. Vou começar a carta assim porque isso é o mínimo, o mais importante. E, como te conheço bem, sei que você vai dizer: desculpa não! Você não deve desculpas a mim, e sim a você mesma. Sei também, estômago, que você é um estômago excelente, que NUNCA tinha me dado trabalho antes, nem dor, nem nada. E eu sei que você vai dizer (meudeus, como te conheço) ‘eu não estou te dando trabalho, nem dor, nem nada. É você mesma quem está fazendo isso. Ok. Tenho abusado de você. E o mais natural é você reclamar. Já sei tudo o que NÃO posso fazer para que você fique sempre bem, sempre soube, mas você sabe, sou fraca. Fraquinha. Fracota. E adoro cerveja. E cigarro. Mas, sabes, estômago, eu não fumo desde hoje de manhã e tomei bode de cigarro. Espero que seja um bode eterno. Estômago, eu prometo que vou cuidar mais de você, como você sempre cuidou de mim ao longo dessa jornada. E você, prometa que vai ficar bonzinho. Por enquanto, omeprazol, buscopan e cápsulas naturaizinhas de alcachofra, frutas, água, e purê de mandioquinha.

p.s.: Diga ao fígado e ao intestino – eles não querem nem olhar na minha cara – que vou me esforçar para cuidar bem deles também. Lembre-os que eu sou desajeitada. Mas que meu amor e consideração são enormes.

Um abraço, amigo.

Um comentário:

Lu Marra disse...

Lá em Minas estômago se chama "stamo", _ u'a dor na boca do stamo. Só você mesmo rs.