sexta-feira

FELIZ ANO NOVO



roubado descaradamente de http://www.skineart.com


E de repente tranqüila, leve, e triste-na-medida com o estado terminal da coisa. Com o terminal da coisa e comprei dois litros de suco de laranja da fazenda porque era isso que tomávamos sempre, pela manhã. Ou não era bem isso, ou não era bem sempre. Depois de um inferno de semana, que eu lembrei que ia morrer todos os dias, aquela dose de calmante desceu suave, mais necessária, mais calmante. Apesar de tudo – costumo usar bastante essa expressão. Apesar de tudo. Porque agora tudo é a ausência do futuro nosso, a ausência. A falta. Pois sim, alguém disse me beijando a testa num gesto tão bonito parecendo ensaiado para dizer uma coisa so cruel so true: precisamos aprender a viver da falta. Começo o treino hoje, pois.

Acabei o último gole do segundo litro de suco. Estava uma delícia e não chorei nadinha.

Desejo a todos um feliz ano novo a todos.


Tiago voltou a escrever num blogue: http://corda-bamba.zip.net.

3 comentários:

juliana disse...

Jubaaa!!
força.

tô aqui tentando descobrir o que é pior: a falta que faz ou a falta que eu não faço.

Beijo.

Vinegar disse...

ju, para expressar todo meu apoio um tercho so cruel so true do livro do mia couto, terra sonambula.

"o melhor da vida é o que não há-de vir".

viu, literatura africana 2 serve para algo!

Vinegar disse...

ju, para expressar todo meu apoio um tercho so cruel so true do livro do mia couto, terra sonambula.

"o melhor da vida é o que não há-de vir".

viu, literatura africana 2 serve para algo!