DIZEM QUE
ENFIAR UMA FACA
NUM MELÃO
É A MESMA
SENSAÇÃO
QUE ENFIAR A FACA
NUMA PESSOA
31 de julho de 2008
Resistência renovação
30 de julho de 2008
28 de julho de 2008
23 de julho de 2008
SÃO SÃO PAULO
René Magritte.
Que só em São Paulo. Mesmo. Dá a maior vontade de rir quando não pode, ontem, eu estava lá, voltando pra casa depois da labuta quase dormindo quase acordada embalada por De Stjil quando. Dois homens sobem no ônibus.
Dois peruanos, com cara de peruanos e roupas de peruanos e instrumentos de peruanos subiram no ônibus pela porta do meio. Aliás, essa coisa de porta no meio é uma das maiores estupidezes (sic) dos dsigneres (sicsic) de ônibus. Mas ok eles subiram mesmo pela porta do meio.
Começaram a cantar uma música tradicional folclórica peruana.
Mas não sei o nome da música para escrever aqui, era alguma coisa com tchorita (sicsicsic), bailar, cantar.
Quase explodi segurando. Muito. Qualquer um que imaginar a cena vai.
O resto é que eles foram tocando da Faria Lima até o metrô Ana Rosa músicas que gravaram no cd deles. E depois venderam os CDs e passaram um saquinho para quem não queria comprar os CDs mas queria colaborar com o projeto. Eles tinham um cd de músicas tradicionais e um de versões gospel.
Ainda bem que eles não ficaram tocando as gospel.
22 de julho de 2008
TRILOGIA

Não quero mais ler livros tristes.
Os três últimos foram tristes e eu me senti triste porque consegui relacionar diversos acontecimentos do livro com o que está acontecendo comigo.
Os três últimos foram tristes e eu me senti triste porque consegui relacionar diversos acontecimentos do livro com o que está acontecendo comigo.
Mas ler livros alegres pode ser pior. Pode ser pior ainda. Pode ser muito mais pior e nocivo.
Daí eu não vou conseguir sentir nada do livro com o que está acontecendo na minha vida.
Vou entrar em depressão profunda.
Vou me isolar e nunca mais às festas de aniversário.
Mas isso também pode ser bom.
Conclusão. Alegria e tristeza não existem.
A incômoda realidade e a primeira reação.
16 de julho de 2008
crise existencial.

Botero. Mulher lendo.
esperava o ônibus no terminal e sentia cheiro de coxinha frita. ai. que delícia.
que aroma.
o ônibus não chegava e estava do lado da tenda de coxinhas e de mil salgadinhos sedutores.
que aroma.
mas era a tenda do terminal. não estava acostumada a comer coisas na tenda do terminal. nem pelo lugar. mas achava que aquela coxinha engorda mais que qualquer coxinha. então ficou esperando o ônibus e só.
e sentindo o aroma.
o ônibus não passava não passava não passava.
aí pensou que era um sinal do mundo, que o ônibus só ia passar assim que comesse a coxinha.
mas não comeu.
e queria tanto.
mas coxinha engorda.
que aroma.
que delícia.
aí não comeu a coxinha e esperou muito tempo o ônibus.
mas sem achar que era um recado do universo, entende?
15 de julho de 2008
trecho. leitura obrigatória. muito obrigada pelo presente.

O NATIMORTO - Lourenço Mutarelli
'O Agente – Como eu disse, eu tenho algumas economias.
O Agente – E, na verdade, não agüento mais o mundo lá fora.
O Agente – Não é só da minha mulher que eu estou falando.
O Agente – Eu falo de tudo e de todos.
O Agente – Eu não suporto mais ser agredido.
O Agente – Então eu te proponho isso.
A Voz – Isso o quê?
O Agente – Bom, com as economias que eu tenho acho que poderíamos viver aqui nesse quarto de hotel por, aproximadamente, uns cinco ou seis anos.
A Voz – Meu Deus!
O Agente – E veja bem, isso sem nunca precisarmos sair daqui.
O Agente – E ainda existe a chance de que por fim nos esqueçam aqui, aí então viveríamos aqui pelo resto de nossas vidas... Protegidos...
A Voz – Meu Deus!
(...)
A Voz – Meu deus! Isso é tão absurdo... e, ao mesmo tempo, tão tentador.
O Agente – Espera. Isso, o que estou te propondo, não é mais absurdo que o próprio casamento, é?
A Voz – É, na verdade... não.
O Agente – Olhe para você...
O Agente – Olhe para sua delicadeza.
O Agente – Eu tenho tantas idéias. Eu tenho tantas histórias.
O Agente – Eu podia distraí-la contando-as a você.
O Agente – E você cantaria para mim.
O Agente – E nós cuidaríamos um do outro.'
ps. 38 e 40.
14 de julho de 2008
10 de julho de 2008
esclarecedores.
7 de julho de 2008
3 lembranças.
Tinha dito que escreveria uma carta. Os correios estão em greve e é uma ótima desculpa para continuar imóvel. Eu,
Os insetos voam alto na cidade grande, sei, porque estou no alto e consigo ver, mas não sou um inseto.
Conheci um rapaz parecido com a Kim Deal e voltei a pensar em casamento nessa vida.
Também: vício novo. Experimentem: CAMARA OBSCURA. Uma banda de Glasgow. Que começou em 96.
Ah: E eu queria meu livro da Aglaja de volta.
3 de julho de 2008
cameraobscura
cinzeiro cheio e anaïs nin no criado
mudo
muda
o telefone toca
riff.
camera obscura – trilha
luzesapagadas
trilhos e nós
de trem pelo lesteuropeu
delineador
futuro escape
mudo
muda
o telefone toca
riff.
camera obscura – trilha
luzesapagadas
trilhos e nós
de trem pelo lesteuropeu
delineador
futuro escape
2 de julho de 2008
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