domingo

josephine


Paul Delvaux, Venus Asleep, 1944.

*

coisas próprias, Josephine, coisas muito suas


Josephine, você
sobe
pelas paredes.

daí dizendo: Josephine, isso não é jeito de perder-se
ela disse que era inútil: todos queriam Josephine, mãos pequeninas e ágeis
tranças grossas coxas grossas e um olhar grosseiramente

se possível, sair desse agora - e ira

corria, Josephine isso não é jeito de perder-se, mas o rosto já estava colado: close close close, Jose
aventurarse na estranheza que é olhar para fora

de fora.

Josephine, você é linda
eu sou um monstro interno

2 comentários:

Violet Scott disse...

saber.

alejandro disse...

de onde surgem inspirações tão belas?