A tarde juntos, como há tempos não fazíamos. E no finalzinho da tarde, café com torradas com manteiga e dancinhas de kung-fu, coisas de irmãos, músicas idiotas que a gente fica inventando e não esquece, porque ficou na memória desde crianças. E muitos risos, muitos. Gargalhadas. Mais dancinhas. Piadas idiotas com a casa, piadas que só a gente fazia e ria.
Depois o jantar, vai passar muito tempo para que essa cena se repita, você sentado na minha frente, minha mãe, meu pai, o jantar no meio. A gente sempre riu muito. Mas esse jantar foi silencioso, como se a gente soubesse que vai demorar para a cena se repetir. Eu evitava olhar seu rosto. Eu evitei levantar a cabeça. Mas você fez aquela piada, do cachorro que só tossia e peidava.
Dei conta de que pode demorar para ouvir de novo as piadas, vai demorar um pouco pra gente ficar se xingando de dentuço e baleia durante horas. E também para a gente brigar para ver de quem é o controle ou quem vai tomar banho primeiro. E também para a gente ficar brincando de halterofilismo com a cachorra.
Eu ri e foi um choro.

3 comentários:
ele passou?!!
Ju eu te amo muito, e estou com muita saudade dessas tardes, beijão e até mais
Olá, conheci seu blog através de uma reportagem do JT. Adorei o que escreveu neste texto. De forma simples porém com uma sensibilidade exuberante, você conseguiu passar sentimentos belos e raros. Coincidentemente meu nome é Bruno tb hehehehe
b-jos
=]
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