sexta-feira

FOSSES


Natália Lemos, 2009.

*

nada a declarar
do teu silêncio-osso
poderia chamar ausência
não fosses tão presente

é meio dia, sugo
sugo tudo de dia que há no meio disso

- espero morrer
como quem nunca soube
não, como quem nunca sabe
o que é vida -

emergindo, emergindo, emergindo
enquanto atormentas

7 comentários:

Ana Cristina Joaquim disse...

isso tá lindo demais, Jubiloca!

m. sagayama disse...

bem interessante!

m. sagayama disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
jan disse...

belo demais.

Luciano Marra disse...

Enquanto lia, surgiu na minha cabeça o título osteoporosso. Dãã.. e daí? rsrsrs. Seu blog é tão limpinho... me lembra uma praça de Brasília. Sucesso.

m. sagayama disse...

Oi,
você viu que vai ter workshop com o Carlito Azevedo amanhã?
Olha só: http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2841&cd_materia=983

Me inscrevi.Vai também!
Beijo.

Sybille disse...

é, a ausência mais presente do que a presença.
gostei!