29 de junho de 2009
26 de junho de 2009
Crianço – poema oral – brevida parte 1
Gostava de lugar cheio de gente, não
Crianço logo emburrava, Crianço era verde, Crianço cismava que cismava e berrava
Até calma trazer mamã: Crianço, mui-formosa, deveria experimentá-la ela pensou.
E vinha trazindo a rapariga pra Crianço dar paz, bezerrinha de dez, Crianço mais oito, dá dezoito.
Crianço esfalfava. E dormia e dormia chupando o dedão acalmado.
Mamã corria, Crianço dormia. Musculoso.
Depois já de grande, maior ainda, oferendas de mamã para Crianço por causa de tudo: trinta nas costas e ainda não sabia falar, não, ele que costumou berrar, mamã sempre trouxe as consolinhas e Crianço também só sabia o que era cama daí. Não conhecia jardim, nem rua, nem mato. Foi ficando débil mental e mais musculoso, por isso não mudava de nome. Crianço, crianço, crianço, esse aí vai virar santo. Mamã, olha só o tamanho da minha vara: Mamã até ficava triste e já nem precisava arrastar mulher pra Crianço, elas iam até com briga pra ir e tinha fila de espera na rua esperando algum achaque de Crianço para pular em Crianço e conferir o brinquedão. Ninguém vai casar com ele, mamã, ela fingia que não ouviu.
Um dia pensou que ia explodir e explodiu, mas foi nada não, menino saúde de ferro come sopa de pimenta. Só ficou maior e mais burro e mais faminto que rinocerontes. De modo que as meninas do povoado já tinham esgotado e não havia como arrumar mais ou pedir pra ir de novo. Crianço já não sabia pegar-mulher. Sem jeitão depois da explosão. Mamã então levava porcas, cabritas, vacas e girafas, leoas pra satisfazer o rebento e não adiantava, Crianço gostava de carne humana e mulher, o doutor disse que era isso, mesmo Crianço não sabendo falar ainda (e não contando nada a ninguém).
Só sobrou pra Crianço chupar cachimbo e ele não deu certo não. De mongol em mongol explodia muito, mamã já era pele e osso e pensava então que Crianço era o próprio capeta.
Crianço logo emburrava, Crianço era verde, Crianço cismava que cismava e berrava
Até calma trazer mamã: Crianço, mui-formosa, deveria experimentá-la ela pensou.
E vinha trazindo a rapariga pra Crianço dar paz, bezerrinha de dez, Crianço mais oito, dá dezoito.
Crianço esfalfava. E dormia e dormia chupando o dedão acalmado.
Mamã corria, Crianço dormia. Musculoso.
Depois já de grande, maior ainda, oferendas de mamã para Crianço por causa de tudo: trinta nas costas e ainda não sabia falar, não, ele que costumou berrar, mamã sempre trouxe as consolinhas e Crianço também só sabia o que era cama daí. Não conhecia jardim, nem rua, nem mato. Foi ficando débil mental e mais musculoso, por isso não mudava de nome. Crianço, crianço, crianço, esse aí vai virar santo. Mamã, olha só o tamanho da minha vara: Mamã até ficava triste e já nem precisava arrastar mulher pra Crianço, elas iam até com briga pra ir e tinha fila de espera na rua esperando algum achaque de Crianço para pular em Crianço e conferir o brinquedão. Ninguém vai casar com ele, mamã, ela fingia que não ouviu.
Um dia pensou que ia explodir e explodiu, mas foi nada não, menino saúde de ferro come sopa de pimenta. Só ficou maior e mais burro e mais faminto que rinocerontes. De modo que as meninas do povoado já tinham esgotado e não havia como arrumar mais ou pedir pra ir de novo. Crianço já não sabia pegar-mulher. Sem jeitão depois da explosão. Mamã então levava porcas, cabritas, vacas e girafas, leoas pra satisfazer o rebento e não adiantava, Crianço gostava de carne humana e mulher, o doutor disse que era isso, mesmo Crianço não sabendo falar ainda (e não contando nada a ninguém).
Só sobrou pra Crianço chupar cachimbo e ele não deu certo não. De mongol em mongol explodia muito, mamã já era pele e osso e pensava então que Crianço era o próprio capeta.
22 de junho de 2009
18 de junho de 2009
AMOUR
14 de junho de 2009
12 de junho de 2009
11 de junho de 2009
Histrionico 2
9 de junho de 2009
MADRUGAL
acadêmica
quando não acho palavras
acendo cigarros
o quarto fede...
descubro o poder da madrugada
para trabalhos de faculdade
7 de junho de 2009
3 de junho de 2009

Marília Lourenço e Natália Gil. Gravura n.1 da série Meu, seu, nos outros. Jun/08
*
que assim seja
o preto no branco, cobertores, a dose extra rente a nossos
planos
amanhã bem que podia ser domingo
e de verdade, amanhã, bem
ou mal, estaremos menos
vivos
a dose. continuemos
- cutty sark,
please
aquele velho livro
a velha palavra, a dita
a sala vazia a preferir instantes
e
apenas
cigarros, cigarros, meia luz, um velho disco, pierrot riscado e tombando, algo fora atormenta,
(imagem de)
outono
2 de junho de 2009
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