segunda-feira

depois da conversa sobre mãos

me agarro a sua mão
como me agarro ao presente
e impermaneço, e digo mais

eu nem pisco

nuvem de poeira entre
meus e os seus olhos
dissipa-se


fala, agora, carne. caminhamos por
estúpidos palpites, a visão necessária de mundo,
o mundo esse revés, a perda. me diz que
me excedo mas apenas inspiro-e-expiro,
me nego e afirmo: serei vítima até o último
suspiro

6 comentários:

Nelson disse...

Você está cada vez mais.

Anderson Cristiano da Costa disse...

Interessante, gostei da forma como dispõe as palavras, da cadência singela. Abraço.

char disse...

adoro seus textos.

Anônimo disse...

esses versos ficaram em mim.

Juliana Amato disse...

em mim, quem?

Anônimo disse...

em mim, oras, uma leitora admiradora e letranda como você. você me lembra o caio f., aquele lindo. poste sempre!